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Quando cai a noite

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Quando cai a noite

Quando cai a noite,

Minha mente esvazia,

Meu coração acalma,

Minha dor alivia.

Sonhos invadem meu sono,

Pesadelos agitam minha mente,

Imagens vagas se misturam,

Num enredo incoerente.

Quando a noite vem me abraçar,

Leva as dores pro fundo do mar,

Nos silêncios que o tempo guardou,

Ouço a alma dizer quem eu sou.

Mas no fundo da escuridão,

Um fio de luz aparece,

É a esperança discreta,

Que ao meu peito se oferece.

Lembranças surgem do nada,

Como sombras na parede,

Fragmentos do passado,

Que o tempo não cede.

Na ausência de abrigo,

Minha alma fica calada.

© Eduardo Brazão 2026 · All rights reserved