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Vento da madrugada
No encanto desta noite,
À luz trémula de uma vela,
Sopra o vento como açoite,
Na escuridão tão singela.
Ouço o trinar da guitarra,
E o sussurro do teu cantar,
Em cada voz desgarrada,
Sinto vontade de te amar.
Quando mais tarde amanhece,
Ficas longe do meu abrigo,
Tua distância me entristece,
Levas contigo o meu destino.
Nos becos da minha saudade,
Ecoa o som do teu adeus,
Perdida fica a vontade,
De ver teus olhos nos meus.
Se o destino assim ordena,
Que vivas longe do meu olhar,
Que seja eterna a minha pena,
De em sonho ainda encontrar-te.