All poems

Vento da madrugada

Listen while you read

Vento da madrugada

No encanto desta noite,

À luz trémula de uma vela,

Sopra o vento como açoite,

Na escuridão tão singela.

Ouço o trinar da guitarra,

E o sussurro do teu cantar,

Em cada voz desgarrada,

Sinto vontade de te amar.

Quando mais tarde amanhece,

Ficas longe do meu abrigo,

Tua distância me entristece,

Levas contigo o meu destino.

Nos becos da minha saudade,

Ecoa o som do teu adeus,

Perdida fica a vontade,

De ver teus olhos nos meus.

Se o destino assim ordena,

Que vivas longe do meu olhar,

Que seja eterna a minha pena,

De em sonho ainda encontrar-te.

© Eduardo Brazão 2026 · All rights reserved